A avicultura tem evoluído constantemente no Brasil e os resultados da atividade ajudam a estimular mais produtores rurais a entrarem no ramo.

Com isso, uma das conseqüências, por exemplo, é a maior procura por maravalha. Pelas leis de mercado, maior procura por determinado produto acaba representando, geralmente, elevação de preços. Além disso, independentemente do valor, muitas vezes se torna até difícil encontrar a maravalha.

Há uma nova tendência entre os avicultores de substituir a maravalha, que começa a dar resultados positivos. Trata-se do uso de papel para a formação de alojamentos nos primeiros 4 dias das aves. "Esta tem sido uma das melhores alternativas para o criador, com custo acessível e de fácil manejo", explica Daniel Ebert, técnico agropecuário da filial da Coopavel de Sede Alvorada.

Antes de receber o próximo lote de pintinhos, o criador deve colocar uma nova camada de maravalha sobre a cama velha, a fim de evitar a contaminação dos pintinhos nos primeiros dias. Com o papel, este procedimento não é mais necessário. Segundo o técnico, estão sendo pesquisados também outros tipos de matérias-primas que poderão dar resultados nos próximos anos. São exemplos a casca de arroz, esta ainda sem um bom resultado, a serragem, cujos maiores problemas são sanitários (aspergilose), areia (ainda sem dados zootécnicos) e o bagaço da cana de açúcar.

A principal vantagem da utilização do papel esta ns custo. Com uma bobina de papel, em torno de R$ 120,00, consegue-se forrar, em média, a área de alojamento de dois lotes, ou seja, um investimento de R$ 60,00 por lote. Já no caso da maravalha, a mesma área com dois lotes, necessitaria de 10 metros cúbicos, o que significaria um custo de R$ 180,00 (R$ 18,00 o m3). A economia com papel é portanto de R$60,00.

Outro beneficio para o criador é poder fazer o arraçoamento dos pintinhos diretamente no papel, facilitando o consumo nos dois primeiros dias.

Na maravalha, por exemplo, há necessidade de colocar a ração em jornais sobre a cama do aviário.

Alguns cuidados

De acordo com Daniel Ebert, em se tratando de avicultura, é bom lembrar que não se deve atentar apenas para a diminuição de custos. "Ao optar por uma alternativa, o avicultor deve zelar, acima de tudo, pelo bem estar das aves", alerta. As limitações do uso do papel se concentram, principalmente, nos períodos chuvosos ou no inverno, quando caem as temperaturas. O papel é um material de difícil aquecimento, então, o ideal é ter o aviário aquecido de 6 a 8 horas antes do alojamento.

Outra preocupação deve ser manter o aquecimento na faixa de conforto para os pintinhos que no primeiro dia , por exemplo, é de 32 graus. Sem isto, no caso do papel, as aves poderão sentir mais frio que na maravalha, ocorrendo maior mortalidade inicial e refugagem. Além disso, no inverno, o papel deverá ser retirado do galpão no terceiro dia de alojamento.

No verão, o papel pode ficar até o quarto dia. Para evitar que o papel umedeça, mesmo no verão, o criador deve verificar se a cama velha está bem seca. A bobina é desenrolada sobre a cama até que o papel cubra toda a área do aviário.

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